Biópsia de Linfonodo Sentinela em Câncer de Mama

 

O Câncer de Mama, a cada dia que passa, vem sendo diagnosticado em fases iniciais da doença, proporcionando à paciente a possibilidade de tratamentos mais conservadores. O tratamento para o Câncer de Mama consistia em retirada completa da mama, incluindo os músculos peitorais inicialmente, poupando-os depois, e esvaziamento dos linfonodos axilares (gânglios).

 

 

Humberto Veronesi introduziu, na década de 80, a quadrantectomia (retirada de uma parte da mama apenas) para tratamentos de tumores até 3cm (e hoje, a depender do tamanho da mama, alguns médicos realizam o procedimento em tumores maiores).

 

Um tempo depois, foi introduzida a Biópsia do Linfonodo Sentinela como alternativa ao esvaziamento axilar completo, para as pacientes com tumores iniciais e axilas clinicamente negativas.

 

O linfonodo Sentinela é o primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática da mama, e ele pode ser retirado durante a cirurgia, analisado, e, se negativo, poupar o esvaziamento axilar completo.

 

O esvaziamento axilar consiste na retirada dos linfonodos axilares do lado da mama comprometida. A quantidade de linfonodos retirados comprometidos pela neoplasia ajuda na decisão da terapia complementar à cirurgia, como quimioterapia e/ou radioterapia. Porém, a paciente submetida a este procedimento pode ter complicações como linfedema (inchaço do braço que pode ser definitivo), restrição à mobilização, da sensibilidade e ocasionar dor no membro, aumentando a morbidade desta cirurgia.

 

Como os linfonodos são retirados, as “defesas” deste membro ficam comprometidas, o que geralmente não ocorre no linfonodo sentinela, e recomenda-se a paciente evitar punções, acesso venoso, retirada de cutículas entre outros que possam facilitar infecções, favorecendo o linfedema. Cuidados que não precisam ser prestados no membro contralateral, que deve ser o utilizado, sempre que possível para estes fins, poupando o operado.

 

O Linfonodo Sentinela vem com o objetivo de evitar o esvaziamento axilar nas pacientes que podem ser submetidas a cirurgias menores e com menos complicações. As técnicas são duas, e podem ser utilizadas simultaneamente, ou não, a depender da preferência do médico:

 

Técnica do corante azul Patente ou isossulfan: injeta-se 2 a 4ml do azul Patente ou isossulfan na região retroareolar, ou na área tumoral, massagea-se por 5 a 10 minutos, faz-se uma incisão na região axilar e identifica o(s) linfonodo(s) azulado(s), que são retirados e encaminhados a anatomia patológica.

Obs: Pode ficar tatuagem no local do corante, podendo demorar até 01 ano para desaparecer (raro).

 

Informar sobre coloração azulada, esverdeada ou acinzentada da pele e da urina azul nas primeiras 24h de pós-operatório e apresenta o risco de 01% de reação anafilática, sendo necessária precauções básicas de suporte ventilatório e hemodinâmico pelo anestesista.

 

Técnica do Colóide Radioativo (tecnécio 99): é injetado com auxílio da Medicina Nuclear, um colóide radioativo 01 a 24h antes da cirurgia, realização de linfocintilografia para avaliar a posição do linfonodo sentinela. No centro cirúrgico, procura-se o linfonodo radioativo com ajuda do gama probe (um aparelho que detecta a substância injetada que migrou do mamilo para o linfonodo sentinela), e encaminhado a análise pela anatomia patológica.
As duas técnicas podem ser usadas em conjunto, aumentando a sensibilidade do método, mas qualquer uma das duas técnicas é suficiente e depende da preferência e experiência do cirurgião.

 

Por Palusa Cruz Carneiro. Mastologia – Cremeb 16445

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