Como funciona a reconstrução mamária

 

A reconstrução mamária é um processo que requer a tomada de muitas decisões. Talvez uma pergunta recorrente seja: a reconstrução da mama é apropriada para meu caso? Para dezenas de milhares de mulheres com câncer de mama, a resposta tem sido “sim”! Hoje em dia, a maioria das mulheres que são submetidas a mastectomia tem indicação de reconstrução mamária. São várias as razões para reconstrução da mama após a mastectomia.

 

 

Algumas mulheres porque não se sentem mais inteiras ou acham que perderam a feminilidade. Outras porque não desejam se incomodar com a colocação diária de uma prótese externa. Enfim, é um ótimo método de se sentirem melhores consigo mesmas e dar um novo começo a suas vidas. Para as mulheres que decidem passar por uma reconstrução da mama, existem procedimentos cirúrgicos que podem ser relativamente rápidos e com baixos riscos, e geralmente produzem bons resultados.

 

A reconstrução da mama poderá ser feita durante a própria operação de mastectomia (reconstrução imediata) ou poderá ser feita alguns meses ou anos depois (reconstrução tardia). Dependendo das circunstâncias, do caso clínico, a paciente junto com seus médicos mastologista e cirurgião plástico decidirá qual o momento mais indicado para esta cirurgia. A reconstrução tardia é indicada quando é necessário que o tratamento se concentre primeiramente na recuperação da doença, na retomada da saúde da paciente.

 

A quantidade de tecido mamário removido durante a mastectomia não é sempre a mesma. Vai depender do tamanho e do estágio da doença e também com o tipo físico da paciente. Existem várias formas de reconstrução após a retirada da mama. O método que você escolher junto com seu médico levará em consideração diversos fatores, como estilo de vida, condições clínicas, o seu tipo físico, a quantidade de pele e tecido remanescentes após a mastectomia, tratamentos complementares, além da sua preferência pessoal.

 

A reconstrução da mama poderá ser feita com o uso do seu próprio tecido, de implantes de mama, ou pela combinação do próprio tecido e um implante, podendo ser realizada em uma ou mais e tapas.

 

Opções de reconstrução

 

Durante a mastectomia, o cirurgião remove pele e tecido mamário, resultando num déficit importante de tecido. Para que um implante possa ser colocado, é preciso expandir o tecido cutâneo remanescente, aumentando a área de pele local e dando maior naturalidade à mama. Chamamos este processo de expansão tecidual. Ele normalmente pode ser feito em uma ou duas etapas.

 

Reconstrução em uma única etapa:

 

Uma das novas técnicas cirúrgicas é denominada reconstrução mamária em uma única etapa, na qual utilizamos um implante mamário especial, cha­mado implante ajustável. Ele consiste em uma combinação de implante de silicone e expansor mamário. Atualmente, indicamos essa técnica na maioria dos casos de reconstrução imediata. Essa combinação é colocada no local da mama mastectomizada por baixo do músculo peitoral, logo após a mastectomia.

 

O dispositivo possui um pequeno tubo de enchimento acoplado a uma válvula, que é colocada próximo ao implante, por baixo da pele. Durante um período após a cirurgia, injeta­se soro através da válvula para expandir o implante e esticar o tecido. Quando se alcança o tamanho desejado da mama, o tubo de encher e a válvula são removidos em um procedimento ambulatorial simples, permanecendo o implante no lugar.

 

Reconstrução em duas etapas:

 

Coloca-se um expansor de tecido mamário temporariamente no tórax e por algumas semanas ou meses é realizada a expansão tecidual através de uma válvula. Durante esse processo, a pele se estica e a mama aumenta gradualmente, abrindo espaço para colocação de um implante mamário de silicone convencional, em uma segunda etapa.

 

Os tecidos da mama retirada se ajustam ao crescimento causado pelo expansor, da mesma forma que o crescimento gradual do abdômen durante a gestação.

 

Nas reconstruções tardias, geralmente existe uma atrofia e fibrose. Nesses casos, geralmente as opções de reconstrução utilizam tecidos do próprio corpo ou uma combinação de tecidos do próprio corpo e implantes mamários.

 

Tram (retalho do músculo reto abdominal):

 

Este procedimento envolve a remoção de gordura e músculo da região da parede abdominal e a colocação na região torácica para reconstruir a mama. Na área doadora abdominal, temos cica­trizes que lembram uma plástica de abdômen. Em alguns casos, pode ser necessária a ligação mi­crocirúrgica dos vasos sanguíneos do tecido abdominal com a região torácica (retalho livre).

 

Retalho do músculo grande dorsal:

 

Nessa cirurgia, parte da pele e do músculo grande dorsal (das costas) é levada por uma comunicação subcutânea na região axilar para a região mamária e utilizada para reconstruir a mama. Como a pele e o músculo da região das costas normalmente não tem volume suficiente, pode ser necessário adicionar um implante de silicone (colocado abaixo do músculo transferido das costas) para dar uma aparência mais volumosa e um formato mais natural à nova mama.

 

Em um momento posterior, realiza-se a reconstrução do complexo aréolo-papilar (bico da mama), que pode ser feito com tecido local e pigmentação tecidual (similar a tatuagem) ou com enxertia de tecidos mais distantes, como parte do mamilo oposto e pele da raiz da coxa. Poderemos também realizar plástica na mama contralateral, com o objetivo de chegar a melhor simetri­zação com a mama reconstruída.

Cadastre seu email e receba informações em primeira mão.

Clínica inova com serviço de diagnóstico rápido – Edição Setembro 2016

Clínica inova com serviço de diagnóstico rápido – Edição Setembro 2016

Abrasivo Digital