Tratamento do Câncer de Mama

 

O tratamento do câncer de mama em geral é multidisciplinar. Profissionais da área de saúde como psicólogas, nutricionistas, enfermeiras, assim um grupo de médicos como oncologistas, radioterapeutas e cirurgiões são envolvidos no planejamento estratégico.

 

 

O tratamento não é o mesmo para todas as mulheres. O tratamento depende de muitos fatores, incluindo o tipo de células cancerosas, o quanto a doença está dis­seminada e o tamanho do tumor em relação à mama. O tamanho do tumor, junto com a certeza ou suspeita de disseminação da doença para outras partes do corpo, determinam a seqüência do tratamento. Freqüen­temente, câncer da mama maior que 2 cm receberá algum tipo de tratamento para complementar a cirurgia.

 

As opções de tratamento complementares englobam a quimioterapia, hormonioterapia e mais recentemente terapia alvo. Essas opções de tratamento, ao contrário da cirurgia e da radioterapia que têm efeito local, agem em todo o organismo, visando evitar a volta do tumor e o aparecimento em outros órgãos. Quando utilizados para reduzir o tumor e possibilitar a cirurgia são chamados neoadjuvantes, quando utilizados após a cirurgia são adjuvantes e para melhorar sintomas de uma doença avançada, paliativos.

 

A quimioterapia é o uso de medicamentos em geral venosos, mas também existem opções orais, usadas no tratamento do câncer. A quimioterapia age sobre as células que têm um crescimento e multiplicação acelerados, como as do câncer. Porém, existem outras células do corpo que possuem estas mesmas características, causando os famosos efeitos colaterais, tais como anemia e diminuição da resistência a infecções causadas pela ação nas células produtoras dos glóbulos sanguíneos vermelhos e brancos, queda de cabelos devido à ação nas células do folículo piloso, náuseas, vômitos e diarreia, em decorrência da ação nas células do aparelho digestivo, além da dificuldade de engravidar e parada da menstruação, já que as células do sistema reprodutor também são afetadas. Felizmente, várias medicações efetivas foram desenvolvidas com o intuito de diminuir a intensidade destes efeitos e mesmo evitá-­los em algumas pacientes. Na maioria das vezes, o tratamento dispensa a internação.

 

A terapia hormonal utiliza medicações antiestrogênicas para bloquear os efeitos dos hormônios que promovem o crescimento tumoral. Nem todos os cânceres de mama são sensíveis à ação do estrógeno. Para determinar a sensibilidade de um câncer ao estrógeno, é realizada a pesquisa de receptores de estrógeno no tumor retirado através de um teste de imunoistoquímica.

 

Medicações antiestrogênicas são comprimi­dos usados diariamente em geral por pelo menos 5 anos. A hormonioterapia produz efeitos no corpo inteiro e pode causar calores, sudorese excessiva, prurido ou sangramento vaginal, ganho de peso temporário, náuseas e, ocasionalmente, depressão.

 

Terapias alvo são tratamentos que atingem características específicas das células cancerosas, como uma determinada proteína envolvida no crescimento acelerado e descontrolado das células. Em geral causam menos dano às células sadias que a quimioterapia e, portanto menos efeitos colaterais. Também são conhecidas como terapias biológicas ou terapias imunológicas. Existem três tipos de terapia alvo usados no tratamento do câncer de mama: Trastuzumabe, Lapatinibe e Bevacizumabe.

 

O Trastuzumabe é efetivo em apro­ximadamente 25% das mulheres com câncer de mama que têm genes HER­2/positivo em abundância. Outro medicamento que atua em tumores positivos para HER2 é o Lapatinibe, mais utilizado em estágios avançados do câncer de mama. Ele atua sobre proteínas internas das células cancerosas que são relacionadas com os receptores de HER2 e controlam a quantidade de energia disponível para as células crescerem. Apesar de ser uma terapia alvo, Lapatinibe não é um anticorpo como o Trastuzumabe, é um composto químico, usado por via oral na forma de um comprimido.

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Clínica inova com serviço de diagnóstico rápido – Edição Setembro 2016

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