Vencendo os Fatores de Risco (Parte II)

 

O câncer de mama tem hoje 95% de chance de cura e é o diagnóstico precoce que possibilita essa vitória, associado aos avanços nos tratamentos – cirurgia, quimioterapia e radioterapia. O exame das mamas deve ser feito por um médico especialista desde a primeira menstruação, já o ultrassom apenas quando solicitado.

 

 

A principal arma para o detecção precoce, chamado pelos médicos de rastreamento mamário é a mamografia. Este exame diminui a mortalidade entre 25 e 30%.

 

A mamografia é um aparelho de raio X modificado para imagens da mama, que emite uma quantidade mínima de radiação, portanto totalmente segura e que nos informa a presença de algumas alterações que podem ser sugestivas da doença.

 

A mamografia doi?

 

Sim e não, depende da sensibilidade da mulher. Muitas relatam apenas um desconforto durante o exame, outras um incomodo maior.

 

A compressão é fundamental para adequada qualidade do exame. Pensando que este exame pode estar salvando sua vida, não vale a pena fazer?!

 

O resultado da mamografia deve ser dado por uma padronização internacional, o BI- RADS® (Breast Imaging Reporting And Data System), assim como o ultrassom e ressonância nuclear magnética. Para maiores informações sobre o BI-RADS®.

 

O ultrassom deve ser feito para mamas densas (geralmente mulheres mais jovens) e para resolver dúvidas que possam aparecer na mamografia. A importância deste exame tem crescido muito nos últimos tempos, com a melhoria dos aparelhos e treinamento dos médicos.

 

A ressonância nuclear magnética só deve ser feita em alguns casos especificos, como mulheres de alto risco para câncer de mama, avaliação de próteses mamárias e também para resolver dúvidas que possam aparecer na mamografia e ultrassom.

 

O diagnóstico precoce permite, além da cura, outras vantagens, como a cirurgia conservadora. Ao invés da mutilação da mastectomia (retirada completa da mama) a cirurgia conservadora retira apenas o tumor com uma margem de segurança e apresenta ótimos resultados estéticos. Além de permitir uma cirurgia conservadora, o diagnóstico precoce diminui a necessidade de quimioterapia.

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia deve-se fazer o primeiro exame de mamografia aos 35 anos e depois todo ano a partir dos 40, mantendo avaliações periódicas com o médico especialista.

 

Cesar Augusto Costa Machado
Médico do Núcleo da Mama
Vide Curriculum resumido na seção Corpo Clínico.

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Clínica inova com serviço de diagnóstico rápido – Edição Setembro 2016

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